sábado, 30 de janeiro de 2016

Contraditoriamente agridoce

Decidi que não vou tirar seu nome do texto.
Seja você quem for.

Decidi que essas cicatrizes, são também memoria, são também lembranças
Decidi que preciso e prefiro estar junto de ti
porque eu nunca consegui fugir realmente

Sei que não há nada novo aqui
Pode me aceitar quebrada?
não há nada de diferente
nada de especial

Há a falta
há a o vazio
escuridão e duvida.

Mas não posso permanecer assim, a vida não me autoriza
a seguir assim
a seguir sem ti

pode retirar isso?
pode me fazer nova?
pode me limpar? me sarar?
pode me amar?
podes mesmo me conhecer?
Como podemos estar assim?

Gostaria de ter menos perguntas, e mais felicidades
será que eu posso ser menos eu e mais alguém?
eu quero o inicio
o inicio de tudo

Eu quero te amar
Eu quero me curar
Mas também a tanto que quero esquecer
a tantos que não quero mais

O meu sorriso real, ao ouvir aquela musica
ao passar por aquela rua , de asfalto molhado exatamente como eu amo,
A minha vontade de chorar quando sinto essa realidade bater,
minha vontade louca de correr
de chorar de fugir, de novo e de novo
como sempre faço

Meus olhos brilham, mas, não tem tanta esperança assim.
doce e agridoce , eu choro, mas meu bom humor esta aqui
meio a deriva, meio presente
isso e meio como sorrir em meio a chuva, eu posso?
e como se estar em um péssimo lugar e amar

e como chorar e lembrar de coisas tristes, e não se entristecer
não é logica, sou apenas eu .
no escuro chorando, sem um coração literalmente, e nem por isso triste ou amargurada
ouvindo uma boa musica, em um tempo favorável, de barriga cheia,
e cansada de ser um mistério,
cansada de ser fechada,
cansada de ser assim sozinha,
cansada de ser assim esquisitamente esquecida.
e ainda assim leve, e erradamente calma
e falsamente madura

Há tanto e tanto, há tanto de mim


                                                                                        /Andressa Mar




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