Me atrapalhar exatamente por não me incomodar.
Como você pode ter um domínio indomável sobre mim?
Como pode?
Ser tão feliz sem mim?
Como pode me olhar dessa forma?

Como se atreve a não me olhar de forma alguma?
Nem ao menos uma telespectadora da sua felicidade eu sou.
Me fere ao ver o que eu teria, mas não me fere tanto, quanto ver que você não queria.
Você é patético, de um jeito adorável.
Mas não é meu patético.
A sua felicidade está longe da minha confusão.

Mas acompanho tudo isso esperando o Fim.
O fim do seu romance o fim do meu romance. O fim da minha confusão.
E o começo de uma vida.
Eu o invejo não por estar com alguém, não por estar razoavelmente feliz.
Mas por viver, e saber viver
Ter vida, não só uma. Mas várias vidas
Várias histórias.
Eu contínuo rumo a minha miragem, rumo aos meus sonhos simples.
Rumo a vida. Ou algum resto dela
Eu contínuo tentando encontrar uma água que sacie a minha sede
Um sonho um momento que seja mais que uma miragem da minha mente.

Mais ainda assim você acaba com meu dia ensolarado, com uma paisagem perfeita
Com o mar azul, com uma áurea linda.
E eu ainda não sei, se isso me machuca
ou apenas cicatriza a minha ferida
/Andressa Martins
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